Category: Economia

Garças e tucanos bicam a crise

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Por Danilo, 12/11/2009 19:51

Fonte: Vinícius Torres Freire, da Folha de São Paulo. O livro, em formato pdf, está disponível neste link: Edmar Bacha e Ilan Goldfajn (orgs.) – Como reagir à crise.pdf

Garças e tucanos bicam a crise

Economistas de FHC e ligados ao tucanato apresentam em livro sugestões para atenuar os efeitos da crise no Brasil.

ECONOMISTAS que integraram o governo FHC e companheiros de viagem do tucanato reuniram sugestões contra a crise num livro virtual a ser publicado em breve. Trata-se de “Como Reagir à Crise”, coletânea organizada por Edmar Bacha e Ilan Goldfajn e editada pela Casa das Garças, instituto de estudos econômicos liberal.

Do primeiro escalão do governo FHC escrevem Pedro Malan, Chico Lopes, Gustavo Franco, Edmar Bacha, Armínio Fraga e André Lara Resende. Os autores, menos um, trabalham no mercado financeiro ou são consultores financeiros. Para não baratear ainda mais os argumentos, citemos apenas sugestões de Franco, Bacha e Fraga. Franco é otimista. Não vê excessos no crédito, embora demasias nos IPOs e no mercado de capitais tenham causado exageros no setor imobiliário e de biocombustíveis.

Empresas e bancos são pouco alavancados. O contágio deveu-se à seca de crédito externo. O excesso de compulsórios, porém, piorou a crise, pois já elevava o custo de captação de bancos. Para que o crédito volte a fluir, sugere: 1) reduzir compulsórios; 2) mudar a rolagem da dívida pública de curtíssimo prazo, “com alguma “punição” para o excesso de recursos de bancos repassados ao BC”; 3) reduzir impostos sobre empréstimos a fim de baixar o “spread” bancário; 4) criar um seguro para empréstimos interbancários.

Para Franco, “não temos fraquezas fiscais”. Mas rejeita ainda mais gasto público. Sugere, ao invés, menos imposto sobre o investimento privado. Critica a inabilidade da política de reservas e de câmbio, em especial a lenta reação do BC ao estouro dos derivativos cambiais. Bacha e Fraga observam que país caminhava para déficits externos insustentáveis, dados o excesso de consumo privado e de gasto público e a valorização do real, devida também a juros altos. Tal situação se sustentava apenas devido ao boom da exportação de commodities. A seca de crédito e o fim do boom deram cabo da bonança.

Bacha propõe que se facilite a transferência de recursos, via crédito, do setor de commodities para manufaturas que ora ganham competitividade. Quanto à seca de crédito, sugere recorrer a “nossos vícios que se tornaram virtudes”. Isto é, usar as reservas internacionais (”viciadas” porque financiadas por dívida pública), bancos estatais e reduzir os altos juros e depósitos compulsórios. “Medidas de política creditícia compensatória atacam o mal pela raiz.” Fraga é mais refratário ao uso de bancos estatais contra a crise: se bancos privados limitam o crédito, é porque temem perder dinheiro. Há riscos nessa receita, diz Bacha: inflação, real ainda mais fraco, empréstimos ruins de bancos estatais. Além do mais, o risco de déficit externo alto persistirá se o crescimento seguir forte. Fraga diz o mesmo, de modo menos pessimista.

“Quanto maior controle sobre o gasto corrente do governo, maior poderá ser a expansão creditícia compensatória sem afetar negativamente as contas externas”, escreve Bacha. “Caso o governo exagere na dose anticíclica fiscal e creditícia, corre-se o risco de se desperdiçar uma possível, rara e não muito distante oportunidade de redução da taxa de juros”, escreve Fraga.

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Para fazer o download do livro, em formato pdf, clique aqui: Edmar Bacha e Ilan Goldfajn (orgs.) – Como reagir à crise.pdf

Águas: uma análise de ‘Estudos Avançados’

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Por Danilo, 12/11/2009 19:48

Um dos órgãos mais conceituados da Universidade de São Paulo é seu Instituto de Estudos Avançados (IEA). Fundado em 1986, o IEA é um centro de estudos multidisciplinar, que visa à produção e difusão social do conhecimento no Brasil. Não é preciso nem dizer que ali estão alguns dos maiores nomes da USP.

O Instituto possui também uma excelente publicação, a “Revista do IEA“, que está disponível para leitura gratuitamente no portal Scielo. A última edição traz um “Dossiê Água”, que achei muito intessante. Vale uma boa leitura!

Aqui vai o link: Revista do IEA – Dossiê Água.

Até mais!

Explicando a crise imobiliária… com humor.

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Por Danilo, 12/11/2009 18:54

Este é um vídeo excelente. Dois humoristas ingleses, John Bird e John Fortune, dão uma aula sobre a subprime crisis nessa entrevista fictícia com um banqueiro. O vídeo tem legendas em espanhol. Boas risadas :)

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