Category: Sem categoria

Think Again: Globalization

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:29

O editor da Foreign Policy, Moisés Naím, publicou nesta semana um interessante artigo a respeito da globalização. Nele, Naím contesta uma série de falácias a respeito desse movimento: de que a globalização é não é nova, que é a americanização do mundo, que só favorece os ricos, que a crise fará a globalização acabar, etc. Vale a pena dar uma olhada. Um excerto e o link para o texto completo:

Think Again: Globalization By Moisés Naím

Never mind the premature obituaries. To its critics, globalization is the cause of today’s financial collapse, growing instability, unfair trade, and insecurity. To its boosters, it’s the solution to these problems. What’s not debatable is that it’s here to stay.

House of Saddam: Don Corleone com petróleo

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:29

House of Saddam

Ontem eu vi uma mini-série excelente. Estava passando pelos canais de filme e encontrei, na HBO, o House of Saddam. São quatro episódios, com cerca de uma hora cada, nos quais são apresentadas a ascensão e a queda de Saddam Hussein. Também são mostradas, em destaque, as intrincadas relações entre os membros de sua família: agregados interesseiros, filhos sádicos e tirânicos, companheiros ambiciosos, etc. Os filmes vão além do simplismo “EUA libertador versus Saddam ditador”; mostram, de forma muito inteligente, os bastidores do longo governo de Saddam (1979-2003), com suas estratégias, desejos e arbitrariedades. Imperdível.

O destaque da série, indiscutivelmente, é a atuação de Yigal Naor no papel de Saddam Hussein. É comparável à qualidade de Bruno Ganz como Adolf Hitler em A Queda. Só por ele, vale a pena sentar-se por quatro horas e assistir todos os episódios.

Para aqueles que não possuem TV a cabo, o jeito mais fácil de encontrar a série é usando o Bittorent. Uma rápida procura no Mininova já vai encontrar todos os capítulos. As legendas em português podem ser encontradas em outro site. Quem tiver alguma dúvida, é só entrar em contato comigo.

Abaixo segue um trailer da mini-série, e reparem no curioso inglês com sotaque árabe falado pelos personagens:

p.s.: eu sei que ando postando poucos esses dias. Em breve as coisas retomam seu ritmo habitual. Obrigado pela paciência. :)

Os dez mandamentos de um liberal

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:28

Escrito por Bertrand Russell, esse decálogo é de grande valor para aqueles que são abertos às novas idéias. A tradução é minha:

Talvez a essência de uma visão de mundo liberal possa ser resumida em um novo decálogo, que não tem a intenção de suprimir o antigo, apenas complementá-lo. Os dez mandamentos que, como professor, eu gostaria de promulgar, são os seguintes:

1 – Não tenha certeza absoluta de nada.

2 – Não acredite que vale a pena esconder os fatos e evidências, já que certamente elas virão à tona um dia.

3 – Nunca tente desencorajar uma idéia que você tem certeza que será bem-sucedida

4 – Quando você encontrar opositores, mesmo que seja seu marido ou seus filhos, você deve superá-los pelo argumento e não pela autoridade, já que uma vitória baseada na autoridade é irreal e ilusória.

5 – Não tenha respeito pela autoridade dos outros, já que sempre há outras autoridades que dizem o contrário, e elas podem ser facilmente encontradas.

6 – Não use a força para suprimir as opiniões que você acha perniciosas, pois se você assim fizer as opiniões vão acabar por suprimir-te.

7 – Não tenha medo de ter opiniões excêntricas, já que toda opinião hoje aceita um dia foi excêntrica.

8 – Saiba que é mais prazeiroso uma discussão inteligente do que uma concordância passiva, uma vez que, se você dá valor à inteligência o valor que ela merece, a primeira significa uma concordância mais profunda do que a segunda.

9 – Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo se a verdade for inconveniente, já que ela será ainda mais incoveniente caso você passe a escondê-la.

10 – Não tenha inveja da felicidade daqueles que vivem no paraíso dos tolos, pois só um tolo acharia que aquilo é a felicidade

Bertrand Russell, The Autobiography of Bertrand Russell Vol.3: 1944-1969, pp. 71-2.

Alemanha, aqui vou eu

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:28

Amigos,

é com muito prazer que venho informá-los que durante três semanas, em março, estarei na Alemanha. Fui selecionado para participar de um curso oferecido pela International Academy for Leadership, instituto ligado à Friedrich Naumann Stiftung – Für Die Freiheit. Pelo que me disseram, passei em primeiro lugar.

O seminário terá participantes de todo o mundo, reunidos na simpática cidade de Gummersbach, discutindo temas relacionados à democracia e ao liberalismo.

Agradeço a Diego Conti e ao senhor Rainer Erkens não só por terem me inscrito na fase de seleção, mas sobretudo pela confiança que depositaram em mim. Danke, Freunde! :)

Os melhores think tanks do mundo

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:27

A revista Foreign Policy publicou, em sua edição de janeiro/fevereiro de 2009, o ‘índice 2008 de think tanks‘. O primeiro prêmio fora dividido entre o Brookings Institution e o Peterson Institute for International Economics, ambos dos EUA. Não por acaso, os EUA possuem o maior número de think tanks do mundo, 1777.

Como em quase todos os assuntos de natureza acadêmica, o desempenho do Brasil está muito abaixo das expectativas. O País conta com apenas 39 institutos, o que representa três vezes menos think tanks do que a Argentina, metade dos presentes na África do Sul, e apenas um a mais do que a Nigéria. Certamente deveríamos estar em melhores posições.

Os melhores think tanks brasileiros são, respectivamente, a Fundação Getúlio Vargas, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o Instituto Liberal e o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP).

Para baixar o relatório completo, clique aqui: Index 2008 The Global ‘Go-To Think Tanks’.pdf

O pior disco do ano: Chris Cornell – Scream

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:26

Ainda falta muito para o ano acabar, mas certamente o pior disco de 2009 já foi lançado. É o Scream, de Chris Cornell. Para quem não o conhece, Cornell foi o vocalista de duas ótimas bandas de rock nos anos 90 e 2000, o Soundgarden e o Audioslave, e é famoso por seu grande alcance vocal e por suas boas composições.

Quando lançou-se em carreira solo, Cornell produziu discos de resultado muito variável. Seu primeiro álbum, Euphoria Mourning, é de excelente qualidade; o segundo, Carry On, é um disco apenas mediano. Mas esse último, Scream, é simplesmente medonho: não tem absolutamente nada que lembre o bom rock de antigamente. Ao invés das guitarras e dos vocais fortes, o disco só traz batidas pop e melodias murchas, em um esforço para se tornar ‘acessível’. É uma versão ruim da Britney Spears, ou do Justin Timberlake, o que, para quem vem do rock, é algo intolerável. É óbvio que Cornell continua tendo uma voz bonita e cantando bem, mas o disco, como um todo, é horrível. Parece um aspirante ao “Top 10″ dos álbuns de hip hop dos EUA. Cornell ainda teve o desplante de comparar a “psicodelia” de seu disco aos clássicos The Dark Side of The Moon e A Night At The Opera. Freddie Mercury deve ter se revirado no caixão, ao ouvir tamanho absurdo.

Não comprem o disco de jeito nenhum, ele não vale um centavo.

Segue aqui um “antes e depois” de Chris Cornell, para que fique mais claro o que eu tentei dizer acima:

Vidas ligadas à USP

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:26

Desde sua fundação, em 1934, a Universidade de São Paulo (USP) formou 213 000 estudantes e concedeu 89 000 títulos de mestre ou doutor. Por números como esses, ela é considerada a maior instituição de ensino superior do país e uma das mais prestigiosas da América Latina. “Sobressaímos em pesquisa e temos aumentado nossa exposição internacional”, afirma a farmacêutica Suely Vilela, a primeira mulher a assumir a reitoria, no fim de 2005. Seu objetivo ao propor um calendário de comemorações para o aniversário de 75 anos – cujo ponto alto será a exposição de arte Tesouros da USP, em agosto, na Oca do Ibirapuera – é refletir sobre os rumos da universidade. A seguir, trajetórias e expectativas de professores, alunos, funcionários e usuários do campus que ajudam a entender a importância desse orgulho e patrimônio paulista:

Veja São Paulo – Vidas Ligadas à USP.

Ash Wednesday

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:26

T. S. Eliot é um dos meus poetas preferidos. Eliot nasceu em 1888, nos EUA, mas sempre fora um britânico de coração: em 1927, naturalizou-se súdito de Sua Majestade e viveu em Londres até sua morte, em 1965. Em 1948, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, “for his outstanding, pioneer contribution to present-day poetry“, um motivo tão amplo quanto justo.

Em seus textos poéticos e dramáticos, Eliot mostra a influência tanto dos escritores metafísicos ingleses do século XVII (sobretudo do grande John Donne) quanto dos simbolistas franceses do final do século XIX (Baudelaire, Laforgue); apesar das influências, no entanto, Eliot possui um estilo muito peculiar, marcado pela avant-garde em seus primeiros poemas, e pelo crescente conservadorismo social e religioso após os anos 1930.

Dentre seus poemas mais conhecidos, estão The Love Song of J. Alfred Prufrock, The Waste Land, The Hollow Men, Four Quartets e, não menos importante, o poema que trago aqui hoje, Ash Wednesday (”Quarta-feira de Cinzas”). Este foi o primeiro poema longo escrito por Eliot após sua conversão ao anglicanismo, em 1927, e traz uma série de referências à salvação da alma e ao clássico livro de Dante. Sem mais, segue abaixo um trecho do poema, cuja versão integral pode ser lida neste link: Poemhunter.com. Existe também uma rara gravação, do próprio Eliot declamando o poema, que pode ser ouvida aqui: 4shared.com. Espero que vocês gostem.

Ash Wednesday

Because I do not hope to turn again
Because I do not hope
Because I do not hope to turn
Desiring this man’s gift and that man’s scope
I no longer strive to strive towards such things
(Why should the agèd eagle stretch its wings?)
Why should I mourn
The vanished power of the usual reign?

Because I do not hope to know
The infirm glory of the positive hour
Because I do not think
Because I know I shall not know
The one veritable transitory power
Because I cannot drink
There, where trees flower, and springs flow, for there is nothing again

Because I know that time is always time
And place is always and only place
And what is actual is actual only for one time
And only for one place
I rejoice that things are as they are and
I renounce the blessèd face
And renounce the voice
Because I cannot hope to turn again
Consequently I rejoice, having to construct something
Upon which to rejoice

And pray to God to have mercy upon us
And pray that I may forget
These matters that with myself I too much discuss
Too much explain
Because I do not hope to turn again
Let these words answer
For what is done, not to be done again
May the judgement not be too heavy upon us

Because these wings are no longer wings to fly
But merely vans to beat the air
The air which is now thoroughly small and dry
Smaller and dryer than the will
Teach us to care and not to care Teach us to sit still.

Pray for us sinners now and at the hour of our death
Pray for us now and at the hour of our death.

Bolívia paga um preço alto pela nacionalização

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:25

A Bolívia, a principal fornecedora de gás para a metade sul da América Latina, está enfrentando dificuldades para assegurar investimentos de longo prazo no seu setor de hidrocarbonetos, em meio a dúvidas quanto à sua confiabilidade como produtor e à incerteza quanto à demanda dos mercados de exportação.

Evo Morales, o popular presidente esquerdista do país, que enfrenta uma eleição presidencial em dezembro, viajou à Rússia nesta semana para firmar com a Gazprom, o monopólio estatal de gás, um acordo para a exploração das reservas de gás da Bolívia até 2030.

O governo calcula que o acordo com a Gazprom, que inclui um projeto conjunto com a Total, da França, terá um valor total de US$ 3 bilhões (2,3 bilhões de euros, 2 bilhões de libras esterlinas). Ele informa que a Venezuela e a Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a empresa estatal de gás boliviana, investirão juntas mais US$ 240 milhões.

O fato de a Bolívia precisar buscar ajuda assim tão longe evidencia o estrago causado pela nacionalização da sua indústria energética em 2006, afugentando companhias internacionais de grande qualificação técnica e com capacidade comprovada de obter verbas.

As consequências serão sentidas também pelos vizinhos da Bolívia, e especialmente pelo Brasil, a maior economia da região.

Carlos Alberto López, ex-ministro boliviano da Energia e consultor da Cambridge Energy Research Associates, afirma que a Bolívia, tendo minado a sua posição estratégica, volta-se agora para países como a Rússia e a Venezuela para preencher a sua lacuna de investimentos. No entanto, ele adverte que, em meio ao atual clima econômico, isso pode ser problemático.

“Por razões ideológicas este governo deseja confiar em companhias estatais. Mas a única estatal eficiente do setor é a brasileira Petrobras. A Gazprom, a Pemex, a PDVSA e o Irã não são”, diz ele, referindo-se à mexicana Pemex e à venezuelana PDVSA.

“Em períodos prósperos elas apresentam bom desempenho, mas nos períodos ruins, fracassam. A Bolívia deseja sustentar-se usando gigantes com pés de barro”.

O governo boliviano diz que espera ampliar os investimentos em petróleo e gás para US$ 530 milhões neste ano, depois que tais investimentos caíram de US$ 581 milhões em 1999 para US$ 149 milhões em 2007.

Oscar Coca, que tornou-se o quarto ministro de Hidrocarbonetos do governo Morales, tendo sido nomeado para o cargo na semana passada, disse à mídia estatal que a sua maior prioridade é atrair novos investimentos.

“As empresas não fizeram os investimentos necessários, e atualmente estamos convivendo com os efeitos disso… O nosso principal objetivo é resolver esse problema no médio e no longo prazos”, diz ele.

No entanto, as 12 companhias estrangeiras que operam na Bolívia, já abaladas pela nacionalização do setor de gás e petróleo do país, aguardam a implementação de uma legislação para os hidrocarbonetos exigida pela constituição e estão cautelosas quanto à possibilidade de envolverem-se mais.

O governo afirmou que respeitará os contratos existentes, mas um executivo de uma companhia estrangeira que foi nacionalizada expressou ceticismo em relação a essa promessa.

“O atual governo não vê problema algum em não cumprir contratos e há a percepção de que o sistema legal na Bolívia não atende aos padrões normais. Assim, se as coisas derem errado, o investidor terá que recorrer a um tribunal boliviano, e é muito improvável que tal tribunal deixe de apoiar o governo”, afirma o executivo.

López diz que a incerteza política na Bolívia acelerou a chegada de novos fornecedores na região.

“Ao contrário do que ocorria há três anos, quando a Bolívia era um fornecedor preferencial, atualmente estamos padecendo da politização do setor de hidrocarbonetos”, acusa López. “Ao tornar-se não confiável, a própria Bolívia promoveu a entrada do gás natural liquefeito na região, e agora não pode nem pensar em impor, estabelecer ou negociar preços, conforme fazia no passado”.

A Bolívia, que possui as segundas maiores reservas de gás na região, após a Venezuela, é o maior fornecedor de gás para o Brasil e a Argentina. Os seus planos para aumentar as exportações para a Argentina estão sendo atrapalhados por atrasos na construção de um gasoduto entre os dois países, e o fato de o governo boliviano não ter respeitado contratos existentes de fornecimento obrigou no ano passado a Argentina a importar gás natural liquefeito de fornecedores mais caros, de fora da região.

Buenos Aires tem importado gás da Bolívia e exportado para o Chile, mas o aumento da demanda doméstica levou os argentinos a reduzirem essas exportações a um mínimo. Atualmente tanto o Chile quanto o Uruguai cogitam importar gás natural liquefeito, que pode ser transportado por via marítima a partir de qualquer região do mundo. Os dois países veem nisso uma perspectiva mais segura no longo prazo, embora seja mais cara.

O Chile, que importa dois terços da sua energia, não pode comprar o gás de que necessita diretamente da Bolívia devido a uma disputa diplomática pendente entre os dois países.

Fonte: Financial Times.

190 línguas indígenas podem desaparecer no Brasil

comentários Comentários desativados
Por Danilo, 12/11/2009 20:25

Como disse o etnólogo malinês Amadou Hampâté Bâ, “cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima“…

Themocracy WordPress Themes